terça-feira, 29 de março de 2016

RESENHA: O Segredo do meu marido

O Segredo do Meu Marido
Título: O Segredo do meu marido 
Autora: Liane Moriarty
Editora Intrínseca 
368 páginas
Ano: 2014. 

Confira a sinopse no Skoob

Olá, pessoas! Como vão vocês? 

Bom, quando comprei O segredo do meu Marido, comprei devido às ótimas críticas que ele vinha recebendo.... e realmente, não me decepcionei! Tenho que confessar que quando comecei a ler, me senti perdida e pensando como esse livro ficaria tão bom, mas e não é que o bichinho ficou ótimo? Eu tinha vontade de sair riscando cada linha que me chamava atenção, mas obviamente, não dá pra se pintar o livro todo!

Gente, sério! Esse meu primeiro contato com a autora foi muito positivo, simplesmente amei a trama e a maneira de como ela conduziu cada fato e encaixou cada peça desse quebra-cabeça que é a vida. 

O livro começa com Cecilia, a personagem principal, que acaba encontrando uma carta para ser aberta na ocasião da morte de seu marido. Acontece que o marido dela está vivo, e bem vivo! E ela fica ali, no impasse de uma dona de casa, esposa e mãe perfeita, prestes a cometer um pecado: o de descobrir o segredo de seu marido.

Logo após, conhecemos Rachel, uma mãe desolada pela morte brutal da filha, cruelmente assassinada há 27 anos, mas de qualquer forma, que sente a dor da perda como se tivesse sido há apenas minutos atrás. 

Conhecemos Tess, uma mulher jovem, mãe, com o casamento em crise e o desejo de correr para o mais longe possível que puder dessa confusão toda que está a sua vida.  

Logo no começo do livro, eis que essas três histórias começam a se encontrar, e a autora, magnânima, consegue juntar todas as personagens em seus devidos lugares, com seus respectivos dramas. Confesso que quando descobri o segredo de Jean-Paul ( o marido), fiquei boquiaberta por alguns segundos, pensando que não poderia ser, mas era. E foi! E poderia ser comigo, ou poderia ser com você.

"Era assim que se convivia com um segredo terrível. Apenas seguia-se em frente. Fingia-se que estava tudo bem." 

A história mexe com tantos sentimentos diferentes, que você até poderá não se identificar, mas com certeza, não ficará indiferente. Eu não fiquei! O livro entrou para os top 10 não somente do ano, mas sim DA VIDA! O único problema é que o fim do livro acabou com o meu emocional, e agora estou aqui, sem saber o que fazer com todos esses sentimentos. O livro nos traz muito o que pensar.

Indico o livro para todos aqueles que queiram ler um romance dramático e cheio de conflitos interiores, que queiram pensar em seus próprios segredos mais terríveis, e que claro, tenham coragem de desvendá-los!


"Você podia se esforçar o quanto quisesse para tentar imaginar a tragédia de outra pessoa - afogar-se em águas congelantes, viver numa cidade dividida por um muro - , mas nada dói de verdade até acontecer com você."

A autora. 

Um abraço!


Texto adaptado do blog Amores e Livros.


quarta-feira, 23 de março de 2016

RESENHA: Capitães da areia


Título: Capitães da Areia
Autor: Jorge Amado
Editora Record
Páginas: 234
Ano: 1993

Confira a sinopse no SKOOB.

RESENHA

Olá pessoas! Estou mais uma vez aqui para dividir com vocês algumas impressões literárias. Mesmo depois da faculdade, continuei a busca pelos livros da nossa literatura. Aos poucos, fui atrás dos títulos nacionais para a minha biblioteca, ora comprando na internet, ora no sebo. Eis que já fazia um tempo que estava na minha estante o livro Capitães da Areia, de Jorge Amado. Por sugestão de um grupo de amigas, resolvemos lê-lo juntos, a fim de comparar as nossas impressões. Confesso que não fazia ideia da temática (se já havia lido a sinopse, não me lembrava mais).

Este foi o primeiro livro que li de Jorge Amado. No início, senti-me um pouco perdido com os vários personagens; no decorrer da história, no entanto, você começa a se ambientar, e o final é bem interessante. Jorge Amado cuidou praticamente de todos os meninos.


Capitães da areia é o nome de um grupo de meninos de rua, residentes em uma cidade litorânea na Bahia. Cada personagem tem um nome, melhor dizendo, um apelido, que em parte os caracteriza. Sem pernas é um menino coxo; gato é um menino muito bonito, sempre bem vestido; professor é um cara inteligente, a quem todos sempre recorrem em busca de explicações.

Todos estavam silenciosos. Um operário que vinha pela rua, vendo a aglomeração de meninos na praça, veio para o lado deles. E também ficou parado, escutando a velha música. Então a luz do luar se estendeu sobre todos, as estrelas brilhavam ainda mais no céu, [...] e a cidade era como um que um gigante carrossel onde giravam em invisíveis cavalos os Capitães de areia.

Essa história relata a vida difícil de meninos de rua, seus planos de furto, suas experiências com a polícia, os hormônios aflorando, a inocência, a infância indigna, enfim, relata bem o cotidiano desse grupo desprezado pela sociedade. Para essas crianças só há duas opções: ou viver na rua (ou no grupo dos Capitães da areia, que se tratam como família, ou no grupo adversário, que não oferece muita segurança) ou no reformatório, de onde não deveriam sair.

Ele tinha jurado a Deus, no seu temor, que só furtaria para comer ou quando fosse alguma coisa ordenada pelas leis do grupo. Um assalto para o qual fosse indicado por Pedro Bala.


A fé e a religião foram bem marcadas, fazendo menção à Iemanjá, a pais de santo e a Deus. Jorge Amado relatou bem a cultura baiana, trazendo nas falas das crianças o linguajar popular e gírias. Mesmo com todos os problemas, eles eram crianças, sentiam a falta de um lar, de ter uma mãe que lhes dessem carinho; a esperança estava presente em cada um.

Confesso que no início do livro não me senti muito animado, visto que essa história não tem muitos altos e baixos, a leitura segue em uma frequência constante (ao meu ver). Mesmo quando há uma cena de roubo, fuga da polícia ou brigas, não senti emoções como normalmente sinto; no entanto, quando a obra se encaminha para os finalmentes, quando Jorge Amado começa a desenhar o final de cada um, sim, você sente pena, fica triste. Apesar de este livro não entrar para os melhores do ano, eu digo que foi uma boa leitura, por seu cunho social, pois aprendi um pouco sobre essa cultura dos garotos de rua. Para aqueles que se interessam, há filme desta obra! #ficaadica.



segunda-feira, 21 de março de 2016

RESENHA: Outlander: a viajante no tempo



Título: Outlander: a viajante no tempo
Autor: Diana Gabaldon
Editora Saída de Emergência
Páginas: 800
Ano: 2014

Confira a sinopse no SKOOB.

RESENHA

Olá, pessoas! Outlander: a viajante do tempo é o primeiro livro de uma coleção. Como o próprio título sugere, há uma viagem no tempo, a qual dá início a muitas aventuras. Conheci o livro somente quando anunciaram a série. (Confira mais detalhes sobre a série no site AdoroCinema.) Não resisti... tive que comprar este livro. Apesar da quantidade de páginas (às vezes cansou o braço), é uma leitura que flui, que te faz rir, ficar tenso e se emocionar. Ao mesmo tempo em que eu queria que chegasse ao fim, eu também queria que o livro não acabasse.


Claire é casada com Frank Randall, um homem que ela descreveria como sendo muito carinhoso. Ao viajar no tempo, ela dá de cara com o ancestral de seu marido, o capitão inglês Jonathan Randall, um homem sem escrúpulos – extremamente o oposto de Frank.

“A dura verdade é que um ato simples pode ter consequências muito sérias em lugares e tempos com estes, especialmente para um homem como eu”.

Em meio a essa confusão toda, sem perceber que viajou no tempo, Claire vê-se obrigada a fugir do sósia de seu marido. Com isto, acaba nas mãos de um outro grupo, desta vez de escoceses. É neste grupo que ela conhece Jamie e toda essa fantástica aventura começa.

“Eu mesmo posso suportar a dor, mas não aguentaria vê-la sofrer. Está acima das minhas forças”.

Ao lado de Jamie, Claire passará por altos e baixos, sentirá saudades de casa, de Frank, bem como de muitas outras coisas que o século XX proporcionava. Uma obra fantástica, que te leva ao século XVIII, expondo sem pudor os costumes da época.


Esse foi o primeiro livro da Diana Gabaldon que eu li e só posso dizer uma coisa: comprei todos os volumes seguintes disponíveis. Não foram muitos os livros que me prenderam tanto quanto este. Li muito rápido. Não via a hora de chegar em casa e ler mais um pouquinho e descobrir qual a próxima solução para o problema apresentado. Estou bem ansioso para ler a continuação, até porque tem gente que descobriu que... Ah, deixa para lá! Não vou estragar a surpresa de quem ainda não leu. Recomendo!


domingo, 20 de março de 2016

CINEMA: Zootopia, essa cidade é o bicho!


http://www.adorocinema.com/filmes/filme-223207/trailer-19547959/


Lançamento: 17 de março de 2016 (1h48min)
Dirigido por: Byron Howard, Rich Moore
Com: Ginnifer Goodwin, Jason Bateman, Idris Elba.
Gênero: Animação , Família , Comédia
Nacionalidade:EUA

Clique aqui para ver o trailer!

Olá, pessoas!
Já foi o tempo em que as animações e desenhos eram feitos somente para crianças. O novo trabalho da Disney complementa essa nova tendência: Zootopia: Essa cidade é o bicho ainda traz animais fofos, em uma aparente aventura no padrão Disney. Mas se engana quem acha que Zootopia é mais uma caricata produção voltada exclusivamente ao público infantil.

Zootopia, cidade cenário do filme, não tem presença humana, mas traz todos os elementos das grandes cidades e os problemas do mundo adulto, como preconceitos, violência, ética policial, disputas políticas e questões familiares que se fazem presentes de forma clara e aprofundada.

Os habitantes desta metrópole foram retratados como animais das mais diferentes espécies, dividindo a utopia de uma sociedade pacífica e harmoniosa, onde presas e predadores convivem em paz e harmonia social. Mas, como no universo humano, no mundo animal também há um universo oculto de ganância, luta pelo poder, preconceitos e violência. Há aqueles em que batalham para ser alguém na vida, enquanto outros tentam burlar o sistema com práticas ilegais tentando sobreviver neste meio hostil.

E assim a cidade de Zootopia se apresenta ao público, na visão de Judy, uma coelha do interior que queria ser policial na cidade grande, enfrentando todos os preconceitos e dificuldades para ser aceita em meio aos mais fortes e aptos.
As belas cenas iniciais convidam o espectador a acompanhar a personagem em sua admiração pela grandeza da metrópole, ao som da belíssima trilha sonora da cantora colombiana Shakira, que também faz a dublagem original da personagem Gazelle, a gazela Pop Star de Zootopia. Na dublagem brasileira, mais um ponto positivo para o trabalho de Mônica Iozzi e Rodrigo Lombardi nas vozes dos personagens principais.

E falando nos animais de Zootopia, tanto os coadjuvantes quanto principais são profundos em sua construção, mostrando um trabalho de muita qualidade na criação de cenas, diálogos e texturas em cada um dos personagens em cena.


O filme alterna momentos no melhor estilo Disney de ternura e felicidade, assim como momentos adultos e cheios de conflitos e profundidade. Há claras referências a outros filmes e séries, como Breaking Bad e O Poderoso Chefão, representado pelo mafioso Sr. Big de Zootopia. E no grupo de coadjuvantes, os funcionários públicos representados pelas hilárias preguiças dão o tom de humor ao filme, arrancando gargalhadas de adultos e crianças em momentos de grande presença em cena. E os grupos animais se complementam nesta aventura cômica repleta de surpresas e emoções.

Um ponto negativo do filme foi o 3D, que não acrescenta muitos efeitos além de profundidade em algumas cenas, o que poderia ser melhor trabalhado pela Disney. Mas no geral, Zootopia foi um belo trabalho e merece destaque pela ousadia e profundidade de criação. Zootopia é realmente uma cidade que é o bicho!

Minha avaliação: 4/5 estrelas.

Este foi o primeiro post de cinema aqui no blog! Participem! Ficamos muito felizes com os comentários de vocês! Até breve, pessoas!

#amigosdoadorocinema

quarta-feira, 16 de março de 2016

Quem somos

Martin Luther King Jr. já dizia: “I have a dream” (eu tenho um sonho). Assim como ele, nós também temos nossos sonhos. Então, quando três mentes ávidas por leitura e apaixonadas por filmes e séries se encontraram, houve o desejo de externalizar esses sentimentos. O sonho tinha que se tornar realidade. Em 15 de março de 2016 surge este espaço – LIVROS E LEGENDAS.

Quando se cursa uma graduação, você aprende que o conhecimento só terá utilidade a partir do momento em que se compartilha, seja em uma apresentação oral, artigo, debates etc. Sob esse prisma, por que ocultar nossas impressões acerca dos livros, filmes e séries visitados? Desta forma, este espaço – LIVROS E LEGENDAS – objetiva expor ideias, resenhas, comentários, indicações de livros, filmes e séries em um espaço democrático e coletivo. Enfim, tudo o que amamos!

Se personificarmos LIVROS E LEGENDAS, encontraremos Fabiana Lange Brandes, uma mulher com um fantástico espírito empreendedor e visionária, dona de um carisma singular. Com uma alegria ímpar, ela colore as resenhas de uma maneira totalmente pessoal, sendo impossível não se encantar com suas palavras. Também encontramos Diógenes Schweigert, um homem crítico no ramo das artes e de opinião muito marcante, além de ser um estudioso ávido pelo conhecimento, amante da tecnologia e de estar em um sólido romance com os livros. E para somar ainda mais no mundo das artes, chega Ricardo Brandes, escritor e crítico de cinema. Um homem de extremo lirismo e influente quando o assunto é cultura. Ricardo é casado com a blogueira Fabiana, com quem mantém um relacionamento há dez anos.



A equipe LIVROS E LEGENDAS atualmente é composta pelas seguintes mãos:





Diógenes Schweigert


Determinado e fascinado pelo novo, um blumenauense que
 adora ler, curte muito filmes e não vence a lista de seriados
 que deseja assistir. Como um bom geminiano, vivo fazendo
 muitas coisas ao mesmo tempo e, claro, uma delas é 
se dedicar a este blog. A graduação em Letras intensificou 
a sede pelos livros, os quais, para mim, são como troféus 
na estante. Nas horas de folga, quando não estou lendo 
ou entretido com a 7ª arte, adoro pesquisar sobre tudo, 
principalmente sobre tecnologia (o conhecimento me instiga muito). 
Quanto ao gosto, sou eclético. Não ligo para classificações, 
o que importa é se me agrada.